Não é segredo que estamos passando por problemas, mas todo relacionamento passa por isso. Não é segredo que saímos da mesma frequência, mas isso tem conserto. Não é segredo, ainda, que estamos bem diferentes do começo, e essa sim é a questão mais importante.
Essa mudança foi muito decisiva no decorrer do tempo para o nosso crescimento como pessoas, como adultos e como profissionais, mas não como namorados. Eu sei que eu não sou a pessoa mais indicada pra tomar como padrão de certo ou errado, mas que eu estou me esforçando para deixar que a minha essência aflore, e para tirar as máscaras que me esconderam a vida inteira, isso é fato. Já me encontrei no meio profissional, agora preciso me encontrar no mundo espiritual, e pra isso, preciso estar ciente de que não posso fingir ser o que não sou ou sentir o que não sinto. Eu não sou do tipo que consegue ficar bem depois de uma decepção só porque as coisas foram esclarecidas. Eu tenho medo. Medo de me decepcionar mais uma vez, e de novo, e de novo. Por algum motivo, eu sou insegura por vida, e a cada passo errado que nós damos, minha confiança em você é quebrada mais um pouquinho, como se existisse um cristal que nós estivéssemos tentando lapidar, mas estamos apenas tirando lascas que se tornam maiores com o tempo.
Eu sei que erro, afinal, todo mundo erra. Eu posso até errar mais do que todos, mas eu tenho certeza que tudo o que está acontecendo é em prol da liberdade que eu sempre te dei. Nunca pedi nada demais, nunca exigi nada, sempre aceitei as suas condições e sempre cumpri com os combinados. O meu maior pecado no nosso relacionamento é o atraso para compromissos, ou, com essa reflexão, talvez seja justamente o que foi citado acima: A liberdade que te dei. Ela está me machucando e eu vejo que você não faz muito por isso. Eu sei que você já mudou em alguns vários aspectos desde o começo, mas tem coisas que são características primitivas, assim posso dizer, de cada um, e se eu não consigo conviver com esse defeito, eu não posso tentar continuar isso. Eu sei que o amor deveria vencer tudo, mas eu penso se o coração que guarda esse amor já não levou porrada demais e merece um tempo pra descansar, afinal, se tivermos que ficar juntos, vamos ficar. Agora está doendo e, todos os dias antes de dormir, eu tento arrumar um jeito de fazer essa dor passar, mas eu não consigo achar nenhuma forma em que nós possamos ficar juntos.
Só Deus sabe o quanto me castigo por ser rancorosa. Só Deus sabe o quanto eu fico chateada por não conseguir perdoar verdadeiramente aquelas pessoas que me machucam, e sim, achar que perdoei. Isso confunde mais a minha cabeça do que você pode imaginar. Eu não queria, de forma alguma, que isso tivesse que ser assim, mas o meu coração não consegue mais bater ansioso antes de te ver, pouco consigo sorrir perto de você, por mais que você ainda seja aquele homem perfeito que eu sempre sonhei. Talvez esse seja o problema, você é perfeito demais e eu me acostumei com isso, então quando alguma coisa está errada, eu me machuco mais do que o necessário, porque você está sendo apenas uma pessoa normal com defeitos. Eu realmente posso estar sendo imatura em não saber lidar, mas não é algo que eu possa controlar agora. Talvez eu realmente precise ficar só para ver que você é exatamente o que eu preciso.
Quero me desculpar por ter falado palavras mágicas para você e não conseguir sustentar tais promessas. Me perdoe por ter dito que eu te amaria por mil anos, me perdoe por ter dito que eu ficaria para sempre ao seu lado. Me perdoe por ter dito que eu queria construir minha vida ao seu lado, me perdoe se já planejamos o casamento e se eu deixei que você colocasse um anel no meu dedo. Me perdoe por deixar o nosso sol se apagar aos poucos e não tentar mais reacendê-lo. Eu sei que você tentou. Você tentou me pedir em namoro novamente, mas eu mudei. Eu não faria hoje em dia o que fiz antigamente. Eu não tenho mais idade pra perder tempo com namoros que eu sei que não vão durar. Você não é mais um tiro no escuro, como foi há dois anos. Você é um terreno conhecido e eu sei que sempre vou perder a guerra se tentar lutar novamente. Eu não consigo mais ser sua aliada, eu preciso de um tempo para crescer sozinha, e poder ganhar na vida, assim como você faz. Não quero viver à sua sombra, cuidando da sua casa e dos seus filhos. Não quero ter que me doar demais a você sabendo que não sou a sua primeira opção. Quero ser a minha primeira opção por hora e, com você ao meu lado, isso não me parece possível.
Se você tem o direito de pensar que você está certo em correr atrás da sua carreira e fazê-la a coisa mais importante, vá, corra e vença na vida. Eu vou estar aplaudindo todo o seu sucesso também lá de cima. E se tivermos que nos encontrar algum dia, nós vamos. Se tivermos que ficar juntos, nós vamos, mas no futuro, como você tanto planeja. Porque o presente você está deixando passar, e eu não sinto mais vontade de viver um sonho do futuro, enquanto estou deixando de aproveitar a vida AGORA.
E sobre o amor? Ah, ele vai continuar existindo por mil anos, porque amor de verdade não se esquece.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
Carta ao respectivo.
Olá, amor.
Aqui está um novo desabafo, agora em forma de carta, sobre a nossa atual vida. Como estamos? Eu, com uma vida completamente diferente, você, com a mesma de sempre, porém, progredindo nela. Eu, aproveitando um novo mundo, onde finalmente eu me encaixei e estou rodeada de pessoas que me entendem. Você, naquele mesmo mundo em que eu não aguentava mais viver, porém, é onde você se encaixa perfeitamente. Estamos há quase um ano tendo problemas com a separação da qual antes era um exagero, pois nos víamos todos os dias, e agora é uma raridade. Mas o problema maior não está em estarmos longe fisicamente, e sim, mentalmente. Nós erramos uma batida e os corações começaram a bater descompassados. Infelizmente, saímos da mesma frequência e já não conseguimos mais acompanhar a mesma melodia. Até a nossa batida está diferente, mas porque?
Antes, você queria uma companheira que aceitasse que você dedica a maior parte da sua vida para o trabalho, e que o resto do tempo você dedicaria a ela. Eu era assim e tentava ao máximo entender o porque éramos tão diferentes se pertencíamos ao mesmo mundo, se estávamos no mesmo curso, com a mesma carga horária e, na teoria, o mesmo nível de conhecimento. Porque que eu tinha tanto tempo, e você não? A resposta veio quando eu parei de tentar enganar a mim mesma e fui atrás da minha felicidade. Mas qual foi o preço disso? Nosso distanciamento.
Ao descobrir que a minha falta de êxito no curso antigo devia-se a minha falta de talento para o mesmo, eu mudei completamente a minha vida ao escolher entrar num outro curso, de uma outra área, com pessoas completamente diferentes das quais eu estava acostumada. Porém, não foi só o ambiente que mudou. Aquele ditado que diz: " Diga-me com quem tu andas que direi quem tu és." fez todo o sentido pra mim a partir do momento em que eu percebi que não era mais como você, não era mais como as pessoas que nos cercavam, e sim, como as novas pessoas que conheci. Eu encontrei ali pessoas que pensam como eu, que agem como eu, que nunca vão me taxar de "estranha" porque eles são como eu. Achei um mundo onde eu tenho empenho para fazer as coisas, eu tenho vontade de crescer, de progredir, de ir atrás. Tudo pra mim, nesse novo lugar, me parece extremamente interessante e convidativo. Acabei me afundando tanto nessa euforia de achar iguais que eu acabei mudando de um jeito quase irreversível e isso acabou não sendo bom para nós.
Hoje, nós disputamos em quem tem o compromisso mais importante, ou sobre qual vida é mais trabalhosa, ou sobre quem deve abdicar dos seus compromissos para que tenhamos tempo para nós, e esse tempo acaba se resumindo a uma tarde de filme, onde apenas prestamos atenção no que tá passando, ou num sorvete onde a nossa atenção só se prende em não deixá-lo pingar na roupa. Ainda existem alguns carinhos e elogios mas eles não parecem mais sinceros, parecem ser bem mecânicos. Eu não te observo mais dormindo para pensar no quanto eu te amo ou o quanto você me parece tranquilo e feliz por estar ao meu lado, e sim para pensar em como seriam as suas expressões dormindo se isso acabasse. Elas se tornariam tensas ou continuariam tranquilas? Afinal, o seu sono é a coisa mais importante para você, não é? E falando nelas, como você acha que eu me sinto sabendo que a faculdade e o seu sono sempre vão vir em primeiro lugar? É... nem eu sei como eu me sinto.
Admito que tentei mostrar a você que a minha faculdade e o meu trabalho poderiam virar a minha maior prioridade, mas bastava um olhar e uma mensagem dizendo que estava com saudades que eu faltava aula pra te ver, e você nunca percebeu isso. Nunca notou que eu sempre te coloquei por cima pra te deixar feliz. Nunca percebeu o quanto eu já burlei compromissos em família para estar só com você. Nunca deu valor para os momentos em que eu saia de casa apenas para te ver nos seus 10 min de intervalo, e voltava. Falando em valor, qual o valor de um namoro? Onde você sai com os seus amigos e me deixa dois dias sem notícias, onde você dorme fora e não avisa.. qual o nível de compromisso que isso tem pra você?
Quero apenas fazer uma última pergunta, mesmo que eu saiba que você não vai ler isso e eu não vou ter resposta alguma: Quantas vezes eu vou precisar me decepcionar e dizer que você está me machucando pra você cair em si e me dar mais valor?
Espero ter uma resposta antes que seja tarde.
Com amor..
Aqui está um novo desabafo, agora em forma de carta, sobre a nossa atual vida. Como estamos? Eu, com uma vida completamente diferente, você, com a mesma de sempre, porém, progredindo nela. Eu, aproveitando um novo mundo, onde finalmente eu me encaixei e estou rodeada de pessoas que me entendem. Você, naquele mesmo mundo em que eu não aguentava mais viver, porém, é onde você se encaixa perfeitamente. Estamos há quase um ano tendo problemas com a separação da qual antes era um exagero, pois nos víamos todos os dias, e agora é uma raridade. Mas o problema maior não está em estarmos longe fisicamente, e sim, mentalmente. Nós erramos uma batida e os corações começaram a bater descompassados. Infelizmente, saímos da mesma frequência e já não conseguimos mais acompanhar a mesma melodia. Até a nossa batida está diferente, mas porque?
Antes, você queria uma companheira que aceitasse que você dedica a maior parte da sua vida para o trabalho, e que o resto do tempo você dedicaria a ela. Eu era assim e tentava ao máximo entender o porque éramos tão diferentes se pertencíamos ao mesmo mundo, se estávamos no mesmo curso, com a mesma carga horária e, na teoria, o mesmo nível de conhecimento. Porque que eu tinha tanto tempo, e você não? A resposta veio quando eu parei de tentar enganar a mim mesma e fui atrás da minha felicidade. Mas qual foi o preço disso? Nosso distanciamento.
Ao descobrir que a minha falta de êxito no curso antigo devia-se a minha falta de talento para o mesmo, eu mudei completamente a minha vida ao escolher entrar num outro curso, de uma outra área, com pessoas completamente diferentes das quais eu estava acostumada. Porém, não foi só o ambiente que mudou. Aquele ditado que diz: " Diga-me com quem tu andas que direi quem tu és." fez todo o sentido pra mim a partir do momento em que eu percebi que não era mais como você, não era mais como as pessoas que nos cercavam, e sim, como as novas pessoas que conheci. Eu encontrei ali pessoas que pensam como eu, que agem como eu, que nunca vão me taxar de "estranha" porque eles são como eu. Achei um mundo onde eu tenho empenho para fazer as coisas, eu tenho vontade de crescer, de progredir, de ir atrás. Tudo pra mim, nesse novo lugar, me parece extremamente interessante e convidativo. Acabei me afundando tanto nessa euforia de achar iguais que eu acabei mudando de um jeito quase irreversível e isso acabou não sendo bom para nós.
Hoje, nós disputamos em quem tem o compromisso mais importante, ou sobre qual vida é mais trabalhosa, ou sobre quem deve abdicar dos seus compromissos para que tenhamos tempo para nós, e esse tempo acaba se resumindo a uma tarde de filme, onde apenas prestamos atenção no que tá passando, ou num sorvete onde a nossa atenção só se prende em não deixá-lo pingar na roupa. Ainda existem alguns carinhos e elogios mas eles não parecem mais sinceros, parecem ser bem mecânicos. Eu não te observo mais dormindo para pensar no quanto eu te amo ou o quanto você me parece tranquilo e feliz por estar ao meu lado, e sim para pensar em como seriam as suas expressões dormindo se isso acabasse. Elas se tornariam tensas ou continuariam tranquilas? Afinal, o seu sono é a coisa mais importante para você, não é? E falando nelas, como você acha que eu me sinto sabendo que a faculdade e o seu sono sempre vão vir em primeiro lugar? É... nem eu sei como eu me sinto.
Admito que tentei mostrar a você que a minha faculdade e o meu trabalho poderiam virar a minha maior prioridade, mas bastava um olhar e uma mensagem dizendo que estava com saudades que eu faltava aula pra te ver, e você nunca percebeu isso. Nunca notou que eu sempre te coloquei por cima pra te deixar feliz. Nunca percebeu o quanto eu já burlei compromissos em família para estar só com você. Nunca deu valor para os momentos em que eu saia de casa apenas para te ver nos seus 10 min de intervalo, e voltava. Falando em valor, qual o valor de um namoro? Onde você sai com os seus amigos e me deixa dois dias sem notícias, onde você dorme fora e não avisa.. qual o nível de compromisso que isso tem pra você?
Quero apenas fazer uma última pergunta, mesmo que eu saiba que você não vai ler isso e eu não vou ter resposta alguma: Quantas vezes eu vou precisar me decepcionar e dizer que você está me machucando pra você cair em si e me dar mais valor?
Espero ter uma resposta antes que seja tarde.
Com amor..
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