terça-feira, 10 de março de 2015

One month.

          Então, aqui estou eu novamente para falar sobre você, um mês depois de ter quase implorado a mim mesma pra não fazer mais isso, porém, o texto de hoje pode ser chamado de "apenas um registro para referências futuras da minha situação no presente momento".
          Hoje eu parei a minha vida para pensar em tudo o que aconteceu. Sobre eu ter aceitado sua proposta de namoro sem te conhecer direito e sobre ter te amado por tanto e tão pouco tempo. Tanto, pois eu nunca havia amado e me dedicado tanto a alguém como fiz contigo e tão pouco, pois dois anos não é nada quando se tem uma vida pela frente. Infelizmente eu gosto de comparar a minha vida com a música, e a frase mais certa para o momento é: "A minha vida continua, mas é certo que eu seria sempre sua. Quem pode entender?". O que significa? Que bastava um pouco mais de atenção para que o que você chamava de amor e dizia ser tão forte por mim, a "mulher da sua vida" e nada disso teria acontecido. Eu teria sim cumprido a promessa de te amar por mais mil anos, ou até que o sol se apagasse. É tão engraçado como nós usamos palavras fortes no calor do momento, não é? Eu sei que as minhas foram verdadeiras. Quando te falei que eras minha prioridade, não menti. Quando falei que faria de tudo por ti, também não menti. Quando te prometi a eternidade, deixei claro que estaria contigo até quando permitisse que eu fosse feliz na sua companhia, porém, parou de permitir a partir do momento em que parou de me tratar como prioridade, e no último segundo veio me dizer que faria tudo por mim. É engraçado como nós ficamos dispostos a mudar quando se está prestes a perder aquilo que ama, não é? Pena que eu estava decidida naquele dia.
          Antes que me jogue pedras, eu estava decidida não a terminar pra me livrar de você, mas sim a te mostrar que você deveria correr atrás de mim e que deveria lutar por ver que estava me perdendo, por que eu já não sentia mais que era uma parte útil da sua vida, mas o que você fez? Me deixou ir. Eu realmente não entendo o por quê e acredito que nunca vou, afinal, eu não pretendo te ver tão cedo e, muito menos, falar sobre isso, mas eu juro que gostaria que você explicasse pra alguém e esse alguém me contasse, porque eu acho que só vou mesmo seguir minha vida com essa resposta. Será que eu sou alguém tão dispensável assim? Se sim, porque você me iludia tanto com as palavras? Isso realmente não se faz.
          Sobre o último acontecimento, em que você esqueceu das vezes que te implorei companhia para sair e criou uma vontade vinda do além e uma disposição de eras para ir para um lugar do qual você tanto julgava com os meus melhores amigos, eu realmente não tenho o que falar. Toda a imagem que eu consegui construir de que a vida que tinha criado uma situação adversa para nós dois, e que as atitudes ocorridas (ou a falta delas) aconteceram por obra do acaso, foram por água abaixo. A esperança que eu tinha de que você viria atrás para consertar tudo, de que iríamos começar novamente e que, dessa vez, seria diferente, sumiu. O pior de tudo é que todas as histórias terminam assim. Sempre tem uma otária que tem esperanças e sonha que a outra pessoa vai mudar, mas ela sempre se decepciona e acaba mais quebrada do que deveria no fim do dia, agarrada com o travesseiro e molhando-o com vários líquidos e secreções expelidas pelo choro. E eu, para variar, nunca aprendo com os erros dos outros, preciso me lascar lindamente para aprender a lidar.
          Eu espero que um dia eu pare de escrever sobre você. Espero que possa também reconstruir a imagem que eu estou mantendo no momento. Espero também não acreditar mais nas palavras bonitas que você diz, esquecer todas as coisas ruins e voltar para uma situação que não vai mudar. Eu desejei ser a sua mulher e sonhei por um bom tempo com isso. Desejei ser a mãe dos seus filhos e dar toda a educação que eu ganhei para eles, enquanto você os ensinaria a lidar com os problemas. Mas se você não conseguiu lidar nem com os seus, então talvez eu realmente tenha tomado a decisão certa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário