quinta-feira, 4 de junho de 2015

Segunda carta de despedida? - Sem nome.

          Acho que eu já escrevi uma carta de despedida anteriormente, não é? Então não darei nome a esse texto que estou escrevendo agora. É tão verdade tudo o que eu disse na última carta que eu chorei há minutos atrás, ao relê-la. Chorei pois senti novamente o que estava guardado, o que estava trancado há um tempo, novamente aquilo que não pode ser dito em voz alta. Chorei por lembrar de todas as coisas boas que você me proporcionou, e ao lembrar que isso nunca vai ser repetido. Eu, infelizmente, vou ter que provar pra mim mesma que é mais saudável não correr atrás e que isso nunca foi feito para funcionar, mas uma coisa que eu vou levar para sempre é a coragem que você me deu. A maior lição que você me passou foi: O quanto você é capaz de se arriscar por quem gosta?
          Eu nunca fui um exemplo de coragem, sempre me disseram que eu era forte e que sabia aguentar as coisas, mas coragem? Não. Sempre me disseram que só basta 10 segundos de coragem pra você fazer acontecer algo, e eu até concordo, mas não com você. Você me deu coragem suficiente para fazer com que eu deixasse de me esconder por trás das minhas inúmeras camadas de proteção e me abrisse para um romance que não era seguro, porém, do qual VOCÊ me passava segurança. Fez com que eu fosse capaz de me convencer que aquilo era eu e que estava tudo bem, me convenceu de que aquilo era real e que ia ficar tudo bem. Na verdade, você me convenceu de todas as formas. Até quando estava errada, colocou a culpa em mim e me fez ver algum sentido na sua explicação mais enrolada do que fita de natal.
          Agora eu estou completamente confusa, pela segunda vez, esse ano. Eu não sei mais quem sou, o que eu tenho que fazer e como devo agir em determinadas situações. Estou completamente perdida, fora de órbita e me sustentando por algum fio que ainda me prende, porém, que está pertinho de se soltar. Eu sei que alguém vai me puxar de volta, e eu espero que um dia você entenda que todas as coisas sem sentido que eu estou fazendo agora tinham um motivo: Eu ainda não consegui deixar de gostar de você. Por mais que eu vá sim tentar, todos os dias da minha vida, enfiar na minha cabeça que é só amizade até conseguir, o caminho pode ser longo, ou não. Pode ser que eu te supere amanhã, ou daqui há um ano, ou nunca, mas eu não vou deixar de tentar. Espero que você entenda que é necessário um pouco de paciência para que eu consiga esconder tudo novamente. Já faz um tempo, eu sei, mas as cicatrizes ainda estão se fechando e, mesmo que elas ainda possam abrir com facilidade, eu vou tentar de tudo para que isso não aconteça. 
          E agora, só o que me restou foi o medo. 

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