Talvez essa seja a palavra mais adequada para o momento.
Talvez eu sinta isso, ou talvez eu sinta que sou isso, ou talvez eu realmente seja isso.
Um incômodo que está incomodada, e por isso é um incômodo.
O quão irônico isso é? Ou o quão certo, talvez?
A verdade é que eu não sinto mais que faço parte disso tudo.
O sentimento de missão cumprida está me rondando, e o de "eu não faço mais parte disso" está decaindo sobre os meus pensamentos há um tempo.
Na verdade, eu até me esforço para continuar fazendo parte de tudo isso. Não é fácil ter que fingir que nada está acontecendo ou que eu estou totalmente confortável com essa situação.
Que eu não tenho direito nenhum de me intrometer? Isso é óbvio. Se eu quero me intrometer? O coração pede que sim, pede que eu te traga de volta, mas a cabeça diz que não.
Você finalmente encontrou alguém livre de regras.
Mesmo assim, eu ainda não posso conviver com isso. Não posso mentir pra mim mesma e nem pra vocês e dizer que está tudo normal. Eu não posso simplesmente arriscar fazer você ter que contar pra ela o por que de eu estar chorando depois de ter visto uma cena entre vocês. Não posso fazer isso com você.
E por isso, o incômodo.
Acredito que, talvez, nós não deveríamos ter acontecido mesmo, e que isso pode ser um aprendizado para o futuro. Ou talvez isso seja mais um sinal que mostra que eu não faço mais parte disso.
Talvez eu tenha embarcado nessa apenas para conseguir esse aprendizado, e agora eu deveria deixar o navio. Porém, não posso abandonar tudo no meio do caminho. Não seria covarde a esse ponto.
A convivência está numa linha bem fina, prestes a romper.
Eu espero conseguir enrolar mais cabos e que os anjos sejam o socorro necessário para que se possa fazer uma ponte, porque eu estou andando sobre uma linha de nylon que pode ser rompida a qualquer movimento brusco. De todo o coração, eu estou fazendo o que posso para conseguir manter tudo equilibrado e em paz, mas eu gostaria de um pouco de ajuda da sua parte também.
E esse é o meu único pedido silencioso.
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