terça-feira, 13 de setembro de 2016
Me curar sozinha.
E novamente numa luta interna pra entender o que se passa, fiz a besteira de procurar saber o que você andava postando sobre mim. Qual a surpresa? Nenhuma. Eu apenas esperava que você não fizesse tais coisas, mas você é uma pessoa normal que está inconformada, então o seu twitter está bombardeado de indiretas, diretas, enfim. E como num piscar de olhos, para todos os lugares que eu olho você está. Pendurado no suporte do meu violão, em cima da minha mesinha de cabeceira, no plano de fundo do meu notebook. Numa pasta reservada só pra você no meu arquivo, numa blusa que temos igual, que por sinal, coloquei sem perceber. É tão absurdo o jeito em que você está impregnada na minha vida que eu não sei mais como fugir, e eu só consigo sentir uma agonia tão grande que eu não faço a menor ideia do que fazer pra passar. A única coisa que posso tentar é fugir, me distrair, mas a única coisa que eu sinto vontade de fazer é ficar só, calada, quieta, sentindo a dor que eu mesma provoquei para tentar aliviar outra que eu não sabia como lidar. Agora você me pediu um tempo e eu aceitei, sabendo que isso poderia te fazer melhor, mas causar a minha ruína. Eu sempre soube que sentiria mais a sua falta quando você parasse de falar comigo, e o fato de ter a possibilidade de você não voltar me trás a sensação de algo rasgando minha pele, como se todas as barreiras que montei tivesse sido derrubadas por um peteleco. Pra melhorar a minha situação, as pessoas possíveis das quais eu poderia estar para conseguir te esquecer parecem estar fugindo, parecem estar saindo de perto, por algum motivo desconhecido. E então eu continuo tentando esquecer, me perdoar, seguir em frente, mas está tão difícil. Mais difícil ainda é não poder falar a ninguém que tá difícil pois todos virão com a mesma resposta: Você escolheu isso, agora aceite as consequências. Eu escolhi, sim, mas eu também sinto a dor da perda. Eu também tenho o direito de sentir falta, pois foi maravilhoso pra mim também. A única coisa que me resta é me fechar para o mundo e tentar esquecer tudo. Me curar sozinha.
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