Eu queria fugir, sabe? Ir pra um lugar bem distante.
Há algum tempo eu me perdi e queria me encontrar pelo caminho. Há algum tempo eu deixei de ser quem eu costumava ser pra me tornar outra pessoa, que sabe? Eu amei essa nova pessoa. Mas por trás dela existem alguns riscos e alguns cuidados a serem tomados. Essa nova pessoa é mais meiga, mais amante das coisas e das pessoas, mais doada aos sentimentos, e em compensação, sofre muito mais. Tudo o que acontece com as pessoas que eu gosto tomam proporções grandes e geralmente a nova eu se encontra sem chão, por muitas vezes. Eu não sou mais aquela pessoa forte, que tinha uma fortaleza em volta do coração, inquebrável, indestrutível, auto-confiante. Eu sou apenas agora uma menina que espera as coisas boas da vida virem, e que ama aproveitar todos os momentos bons, assim como ama ser amparada quando coisas ruis acontecem.
Essa nova eu tem uma característica que se expressa muito mais forte: A carência. Quanto mais pessoas me amando, mais carente eu fico. E isso é péssimo quando estou na merda e preciso de alguém, porém, as pessoas tem vida e naturalmente não devo atrapalhar, mesmo sabendo que não seria um erro tão grave pedir ajuda a quem te ama. E no fim, eu apenas desconto os meus problemas na comida, fazendo com que meu organismo não suporte a pressão e acabe sucumbindo a alguns problemas.
Hoje eu queria encontrar realmente quem eu sou. Eu gostaria de encontrar o meio termo entre quem eu fui e quem estou sendo, mas acredito que ainda tenho medo de descobrir e conviver com todos os meus defeitos.
Eu gostaria de fugir. Ir pra um lugar bem distante.
Talvez nem mais voltar.
E recomeçar tudo.
Mas fugir nem sempre é a resposta.
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