sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Ela tinha razão / Eu tinha razão / Ficamos sem razão / Ficamos sem nós

Tudo começou conturbado
Turvo, não dava pra ver além
Havia um caminho errado
E uma lua cheia de desdém

O mar tentou avisar
Se revoltou, puxou e cedeu
Nos fez quase afogar
Tudo escureceu

Ficamos mais fortes
Montadas na sorte
Depois de um status nobre
Mas o ciúme escorre...

Assumidas e distantes
Pela reação dos amantes
Oito e oitenta
Desequilibra e acalenta

Paraíso até que veio
A descoberta da tristeza do meio
Existente em partes, mas se interveio
E tornou-se um grande toureio

Assim como todas as águas
Que virava tempestade
E todas as frágeis anáguas
Sustentadas foram trincadas

E como num abismo sem fim
Tudo desmoronou devagar
Sem estar mais afim
O ar se tornou raro de respirar

Sufocou até que nos fez viajar
Destino que tanto sonhava
Dos quais mudou apenas lá
O que tanto perturbava

Então, esperança ainda se tinha
Até que começou a se sanar
Ciúmes e brigas pequenininhas
Voltaram a se replicar

E enfim, um quase terminar
Fez com que uma segunda chance
Me apagasse da vida e do ar
Sobrevivendo de relance

O fundo do poço fui visitar
E até hoje tento sair
Era eminente o fim se dar
Depois que tudo saiu de mim

E como se não bastasse
A decepção da última vez
Fez com que eu me fechasse
E não orbitasse por mais de mês

Hoje rezo pra viver
Tá difícil de entender
O que está sendo sobreviver
Com a culpa de você

E meu olhar perdido
Faz apenas um pedido
Vida, me deixa ficar
Pra aprender novamente a confiar



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